Alto Douro
Vinhateiro e Centro histórico de Guimarães Património Mundial (14 Dezembro
2001)
Mensagem do
Director-Geral da UNESCO por ocasião do Dia Mundial dos Direitos Humanos (10
Dezembro 2001)
Comité do Património
Mundial reúne na Finlândia (Unescopresse) (7 Dezembro 2001)
Director-Geral
da UNESCO congratula-se com a proclamação do ano 2002 como Ano das Nações
Unidas para o Património Cultural (Unescopresse) (22 Novembro 2001)
Mensagem do
Director-Geral da UNESCO por ocasião do Dia Internacional da Tolerância (16
Novembro 2001)
ALTO
DOURO VINHATEIRO E CENTRO HISTÓRICO DE GUIMARÃES PATRIMÓNIO MUNDIAL
14 de Dezembro - O Alto
Douro Vinhateiro foi hoje inscrito na Lista do Património Mundial da UNESCO,
elevando assim para 12 o número de bens portugueses classificados, após a
inscrição, ontem, do centro histórico de Guimarães.
CENTRO
HISTÓRICO DE GUIMARÃES PATRIMÓNIO MUNDIAL
13 de Dezembro - O
centro histórico de Guimarães foi hoje inscrito na Lista do Património
Mundial da UNESCO.
O Comité do Património
Mundial, reunido em Helsínquia até ao próximo dia 16, classificou hoje 12
bens culturais e 6 bens naturais como Património Mundial e aprovou uma proposta
de extensão de um sítio já classificado.
Amanhã, dia 14, serão
analisadas as restantes propostas de inscrição de bens na Lista do Património
Mundial.
UNESCOPRESSE/ Nº
2001 - 134
MENSAGEM DO
DIRECTOR-GERAL DA UNESCO
POR OCASIÃO DO
DIA DOS DIREITOS HUMANOS
Paris, 7 de Dezembro - Por ocasião do Dia dos Direitos Humanos,
celebrado a 10 de Dezembro, o Director-Geral da UNESCO lançou uma mensagem onde
lembra que “o respeito pelos direitos humanos é uma condição indispensável
à paz, à segurança, à estabilidade e à democracia no mundo e (...) o fim último
do desenvolvimento económico, político, social e cultural”.
Segue-se o texto integral da mensagem do Director-Geral:
“Neste dia, que assinala o aniversário da adopção da Declaração
Universal dos Direitos Humanos, reafirmamos o nosso apego aos direitos humanos e
reflectimos em conjunto sobre os obstáculos e as ameaças que se opõem à sua
aplicação. Fazendo-o, recordamo-nos que os direitos humanos são universais,
indissociáveis, interdependentes e intimamente ligados. Os direitos humanos não
são o produto de uma escola de pensamento ou de uma cultura. São o resultado
colectivo de várias civilizações que consideram todas que o respeito pela
dignidade humana é a prioridade máxima; consequentemente, os direitos humanos
pertencem a toda a humanidade.
Os acontecimentos trágicos de 11 de Setembro mostraram claramente o
perigo e a amplitude das ameaças que pesam sobre os direitos humanos. Os
ataques terríficos e sem piedade contra os Estados Unidos foram um ataque
contra os ideais da dignidade humana e da democracia no mundo inteiro. A
comunidade internacional exprimiu a sua determinação para impedir, combater e
erradicar o terrorismo. Reconheceu também que a luta contra o terrorismo não
releva da exclusiva responsabilidade das autoridades do Estado. É tarefa comum
dos educadores, dos especialistas dos meios de comunicação, dos chefes
religiosos e da sociedade civil no seu conjunto, que devem consolidar mais a
cultura dos direitos humanos e prevenir assim o doutrinamento pela difusão de
ideologias extremistas. Todavia, a luta contra o terrorismo não deve servir
para desenvolver novos preconceitos e estereótipos negativos e não deve tão-pouco
servir de pretexto a novas limitações dos direitos humanos e das liberdades
fundamentais.
A luta contra a pobreza extrema, que constitui uma negação da dignidade
humana e dos direitos humanos, é uma outra prioridade da comunidade
internacional. A UNESCO, na sua estratégia para os próximos anos, atende
particularmente aos esforços nesse domínio, sabendo que a educação, a
cultura, a comunicação e informação, e as ciências sociais e naturais
oferecem grandes possibilidades de busca de soluções para os problemas da
pobreza.
A globalização constitui uma força dinâmica e poderosa que deveria
ser aproveitada para o desenvolvimento e a prosperidade de todos os países, sem
excepção. Todavia, se a globalização cria grandes possibilidades, os seus
benefícios não são partilhados de maneira justa a nível internacional e
nacional. É dever de todos nós humanizar a globalização e colocá-la ao
serviço de toda a humanidade.
As trocas crescentes e os contactos estreitos entre várias culturas e
civilizações, tornados possíveis pela globalização e pelo emprego das
tecnologias modernas, deveriam servir para promover os valores humanos comuns, o
pluralismo e o respeito pelos direitos humanos. Não deveriam conduzir a uma
homogeneização cultural mas servir para proteger a diversidade cultural. A
Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, recentemente adoptada pela
UNESCO, é um passo importante na protecção da diversidade cultural e da
identidade cultural e do reforço da compreensão e do respeito mútuos,
contribuindo assim para prevenir novas divisões e novos conflitos.
A eliminação do racismo, da discriminação racial, da xenofobia e da
intolerância que lhes está associada é uma tarefa extremamente importante nas
sociedades multirraciais, multiétnicas e multiculturais. A Conferência Mundial
contra o Racismo que teve lugar em Durban em Setembro de 2001 adoptou um
programa de acção muito completo e universal, cuja aplicação se tornou uma
responsabilidade urgente para a comunidade internacional e para todos os que
trabalham em prol do respeito pelos direitos humanos para todos.
A lista de prioridades no domínio dos direitos humanos não estaria
completa sem lhe acrescentarmos os esforços destinados a assegurar uma
verdadeira paridade entre homens e mulheres e a protecção dos direitos das
mulheres, a promoção dos direitos das crianças e das pessoas que pertencem a
diversos grupos vulneráveis, bem como a aplicação dos direitos sociais, económicos
e culturais, não menos importantes para a protecção da dignidade humana que
os direitos civis e políticos.
Por ocasião do Dia dos Direitos Humanos, quero lembrar que o respeito
pelos direitos humanos é uma condição indispensável à paz, à segurança,
à estabilidade e à democracia no mundo e que é o fim último do
desenvolvimento económico, político, social e cultural. Devemos trabalhar
colectivamente e sem descanso para atingir este objectivo comum”.
****
UNESCOPRESSE/ Nº
2001 - 132
O COMITÉ DO
PATRIMÓNIO MUNDIAL ANUNCIARÁ NA PRÓXIMA SEMANA NA FINLÂNDIA OS NOVOS SÍTIOS
INSCRITOS NA LISTA DO PATRIMÓNIO MUNDIAL
Paris, 7 de Dezembro - “Sítio inscrito na Lista do Património Mundial
da UNESCO”, este rótulo prestigioso, objecto de orgulho nacional e portador
de uma mais-valia turística, distingue hoje 690 sítios de “valor universal
excepcional”. Vários outros sítios - culturais, naturais ou mistos - vão
juntar-se-lhe a 14 de Dezembro no decorrer da 25ª reunião anual do Comité do
Património Mundail da UNESCO, que este ano se realiza em Helsínquia (Finlândia).
O Comité do Património Mundial, responsável pelas inscrições e também
pelo acompanhamento do estado de conservação dos sítios inscritos, foi criado
pela Convenção para a Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural,
adoptada pela UNESCO em 1972. Com 167 Estados-parte (5 juntaram-se-lhe em 2001:
o Butão, os Emiratos Árabes Unidos, a Eritreia, Niue e Samoa), a Convenção
é um dos instrumentos internacionais que reúne maior número de Estados.
Os 690 sítios já protegidos pela Convenção de 1972 situam-se em 122
países e repartem-se da seguinte forma: 529 sítios culturais, 138 naturais e
23 mistos. Cinquenta e quatro situam-se em África, 52 nos Estados Árabes, 343
na Europa e América do Norte, 98 na América Latina e 143 na Ásia e Pacífico.
O Comité do Património Mundial é igualmente responsável pela Lista do
Património Mundial em Perigo, destinada a chamar a atenção das autoridades e
da opinião pública para a necessidade de proteger certos sítios
particularmente ameaçados. Trinta sítios - monumentos históricos, como Angkor
(Camboja), mas também parques nacionais, como os da Repúbica Democrática do
Congo, ameaçados pela caça furtiva e a prospecção mineira - figuram na
Lista, a qual será, também, revista em Helsínquia pelo Comité, que pode
retirar sítios já melhor protegidos ou, pelo contrário, acrescentar novos sítios.
Para a Lista do Património Mundial, o Comité deverá examinar este ano
41 propostas de inscrição, apresentadas por 28 países, e 6 propostas de
extensão. Dois países, o Botsuana e Israel, poderão ver um dos seus sítios
inscritos pela primeira vez.
Este ano, os países que apresentam candidaturas para inscrição são:
Alemanha, Áustria, Botsuana, Brasil, China, Cuba, Espanha, Federação Russa,
França, Geórgia, Hungria, Israel, Itália, Laos, Letónia, Madagáscar,
Marrocos, Polónia, Portugal, Quénia, República Checa, Reino Unido, Suécia,
Suiça, Turquia, Ucrânia Uganda e Uzbequistão. A Áustria e a Hungria
apresentam uma candidatura comum. China, Chipre, Equador, Espanha, Federação
Russa, Itália e Quénia, por seu lado, propõem a extensão de sítios já
inscritos.
O anúncio das novas inscrições deverá ocorrer a 13 de Dezembro;
eventuais alterações à Lista do Património Mundial em Perigo terão lugar a
12 ou 13 de Dezembro. A reunião do Comité - actualmente presidida pelo finlandês
Henrik Lilius - é precedida, a 7 e 8 de Dezembro, por uma sessão extraordinária
do Comité do Património Mundial.
O Comité do Património Mundial, um organismo intergovernamental, é
composto por 21 Estados-parte eleitos por 6 anos pela Assembleia geral dos
Estados-parte da Convenção de 1972. O Comité decide a inscrição de sítios
com base nas avaliações transmitidas por dois organismos consultivos: o
Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios (ICOMOS) para os bens culturais
e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para os sítios
naturais. Além disso, o Centro Internacional de Estudos para a Conservação e
Restauro de Bens Culturais (ICCROM) emite parecer sobre o restauro dos
monumentos e organiza sessões de formação para especialistas.
Aderindo à Convenção, os Estados-parte comprometem-se a assegurar a
preservação dos sítios que eles próprios propuseram e foram inscritos na
Lista do Património Mundial. O Comité do Património Mundial examina os relatórios
sobre o estado de conservação dos sítios já inscritos e solicita aos
Estados-parte que tomem medidas quando os mesmos não são geridos
correctamente. Os Estados em questão devem também adoptar medidas legislativas
e regulamentares destinadas a proteger os seus sítios.
É também o Comité do Património Mundial que atribui as subvenções
do Fundo do Património Mundial. O Fundo pode financiar uma assistência de
emergência para permitir a reparação de danos causados pelo Homem ou pela
natureza. O Comité apoia igualmente a cooperação técnica - intervenção de
peritos e ajuda material - e a formação de pessoal. O Fundo do Património
Mundial dispõe de um orçamento anual de pouco mais de 4 milhões de dólares,
provenientes das contribuições obrigatórias e voluntárias dos Estados-parte.
****
Para
mais informação sobre a Lista do Património Mundial e o Comité do Património
Mundial:
http://www.unesco.org/whc/
UNESCOPRESSE/ Nº
2001 - 127
O
DIRECTOR-GERAL CONGRATULA-SE POR 2002 SER PROCLAMADO O ANO DAS NAÇÕES UNIDAS
PARA O PATRIMÓNIO CULTURAL
Paris, 22 de Novembro - O Director-Geral da UNESCO, Koichiro Matsuura,
congratulou-se com a proclamação ontem pela Assembleia Geral das Nações
Unidas do ano 2002 como Ano das Nações Unidas para o Património Cultural e
com a escolha da UNESCO como agência responsável por este Ano.
Exprimindo-se enquanto responsável da Organização das Nações Unidas
encarregada da protecção, da salvaguarda e da promoção do património
mundial, Koichiro Matsuura declarou:
“A proclamação deverá ajudar a UNESCO a fazer reconhecer ainda mais
a importância da preservação do património cultural. Espero que ela incite
os Estados-membros a empreender actividades marcantes e a tomar medidas de
salvaguarda do seu património. As pessoas do mundo inteiro devem tomar consciência
do valor a atribuir ao nosso património tão variado, quer se trate dos
tesouros do nosso património cultural material ou das tradições e práticas
culturais que formam o nosso património imaterial. Aprendendo a melhor apreciar
e valorizar o nosso próprio património, podemos aprender a apreciar o património
de outras culturas. Tal constitui um passo essencial em direcção a um diálogo
pacífico e uma compreensão mútua. Por outro lado, a preservação do património
é essencial se queremos que a nossa diversidade cultural conserve toda a sua
riqueza e se queremos garantir que o mundo seja enriquecido e não empobrecido
pela globalização”.
A proclamação - que apela a um reforço do apoio e do financiamento da
promoção e da protecção do património cultural mundial e nacional - foi
proposta pelo Egipto e subscrita pela Áustria, Argentina, Bielorrúsia,
Camboja, Canadá, China, Estados Unidos, França, Etiópia, Finlândia, Irão,
Itália, Japão, Koweit, Líbano, Marrocos, Nepal, Federação Russa, Espanha,
Ucrânia, Grécia, República da Coreia, Nova Zelândia, Guatemala, Indonésia,
Jamaica, Mónaco, Noruega, Síria, Tailândia, Tunísia, Suriname, Moldávia,
Macedónia e Madagáscar. Segue-se a uma resolução adoptada pela Conferência
Geral da UNESCO na sua 31ª sessão, no início do mês, em resposta à destruição,
este ano, dos Budas de Bamiyan no Afeganistão.
A proclamação reflecte o conceito que defende a UNESCO desde há várias
décadas, o de um património comum a toda a humanidade e respeitando a todos,
qualquer que seja a sua localização geográfica. Através das suas actividades
já antigas em favor da protecção do património - da Núbia a Veneza, de
Cartago a Angkor -, a UNESCO demonstrou que a protecção do património pode
também desempenhar um papel significativo no desenvolvimento económico e
social das comunidades locais, em particular através do turismo cultural.
O Ano coincide com o 30º aniversário da Convenção para a Protecção
do Património Mundial, Cultural e Natural (1972) e visa mobilizar os Estados,
as agências das Nações Unidas, as redes, as sociedades civis, bem como os
sectores privado e público, em favor da protecção do património. Espera-se
que a proclamação contribua para reforçar a implementação da Convenção de
1972 pelos Estados-membros, da Convenção de Haia para a Protecção de Bens
Culturais em caso de Conflito Armado (1954) e dos seus dois protocolos, da
Convenção de 1970 relativa às medidas a tomar para proibir e impedir a
exportação e o apropriação ilícita de bens culturais, e da Convenção para
a protecção do Património Cultural Subaquático, adoptada este ano pela
Conferência Geral da UNESCO.
Os principais objectivos deste Ano Internacional são:
-
reforçar o apoio ao conjunto da acção desenvolvida pela UNESCO em
matéria de património;
-
intensificar a cooperação neste domínio com as outras agências do
sistema das Nações Unidas;
-
integrar a protecção e a salvaguarda do património cultural nas
estratégias de planeamento dos Estados-membros e nos manuais escolares;
-
desenvolver uma entreajuda técnica para a protecção e a valorização
do património entre países;
-
alargar parcerias e mobilizar recursos financeiros.
****
O
texto integral da resolução encontra-se no endereço: www.un.org/ga/56.
Para
mais informações sobre as actividades da UNESCO em matéria de protecção do
património, ver os endereços: www.unesco.org/whc
e www.unesco.org/clt.
Dia
Internacional da Tolerância 2001
(16 de Novembro
de 2001)
Mensagem do
Director-Geral da UNESCO
Um limiar terrível foi ultrapassado este ano na escalada da violência.
Os atentados terroristas do passado dia 11 de Setembro são, para além do país
visado, uma ofensa à dignidade humana, à razão de ser da UNESCO e do sistema
das Nações Unidas.
Essa violência cega e criminosa foi perpetrada em pleno Ano
Internacional das Nações Unidas para o Diálogo entre as Civilizações, sendo
ele próprio a continuação do Ano Internacional da Cultura da Paz. Teremos de
concluir que os esforços da UNESCO para promover um ideal de tolerância e de
não-violência,
de compreensão mútua e de solidariedade são vãos e que a nossa missão é
irrealista? Certamente que não.
É mais uma razão para reforçar a acção que levamos a cabo para
eliminar as causas profundas que estão na origem da violência. Entre elas
encontram-se a pobreza e a exclusão, a ignorância e a discriminação. Temos,
pois, de trabalhar mais do que nunca em estreita concertação para desenvolver
uma estratégia preventiva conjunta, em todas as suas dimensões sociais, económicas
e culturais. Essa firme solidariedade na reflexão e na acção é indispensável
para afrontar as injustiças e os perigos de uma certa forma de globalização e
cortar desse modo pela raiz a intolerância e o fanatismo: é necessário
repensar a globalização e dar-lhe um rosto mais humano e equitativo, que
defenda valores que não os de mercado. A Conferência Geral da UNESCO, na sua
31ª sessão, acaba de adoptar por unanimidade a primeira Declaração Universal
sobre a Diversidade Cultural. O reconhecimento por todos da nossa diversidade
criativa é um passo decisivo que sela a nossa adesão a valores e princípios
éticos comuns.
Esta atitude activa tem um nome: tolerância. Motivada pelo respeito
pelos direitos humanos e liberdades fundamentais e, de igual modo, pela abertura
aos outros - reconhecidos tanto na sua diferença como na sua semelhança
connosco -, a tolerância é a própria base do diálogo e do pluralismo. Hoje
mais do que nunca precisa de ser levada à prática, particularmente através da
educação. O Ano do Diálogo entre as Civilizações que estamos a celebrar em
2001 assim o exige, tal como a aplicação do programa de acção da Conferência
Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e a Intolerância,
que teve lugar este ano em Durban e que constituiu um marco na luta contra o
racismo e a intolerância.
Em 1995, a Declaração de Princípios
sobre a Tolerância foi adoptada pela UNESCO para fazer face ao aumento
generalizado da violência, da exclusão e da discriminação relativamente a
grupos nacionais, étnicos, religiosos e linguísticos.
Por ocasião do Dia Internacional da Tolerância, lanço um apelo à
comunidade mundial, aos governos, aos parlamentares, aos pais, aos professores,
aos meios de comunicação social, às organizações não governamentais e às
instituições da sociedade civil para que, de acordo com os princípios
enunciados na Declaração, dêem
expressão, na sua vida quotidiana, a uma ética de diálogo, de abertura e de
respeito mútuo.
Koïchiro
Matsuura