A UNESCO dispõe de um conjunto de Comités e Programas especializados nas suas diversas áreas de intervenção.


 

No domínio da Ciência:

 

A) Ciências Naturais

 

Programa Hidrológico Internacional (PHI)

    É um programa intergovernamental de cooperação científica para os recursos hídricos, e é um veículo através do qual os Estados-membros podem actualizar o seu conhecimento sobre o ciclo da água e assim aumentar a sua capacidade de melhor gerir e desenvolver os seus recursos hídricos.

    A criação do PHI surgiu na sequência da Década Hidrológica Internacional, de 1965 a 1974. O PHI foi criado em 1975 pela UNESCO.

    Actualmente, dá grande ênfase ao papel da gestão dos recursos hídricos no desenvolvimento sustentado e à adaptação das ciências da água para fazer face às esperadas alterações climáticas e ambientais. Outro objectivo importante é integrar os países em desenvolvimento nas redes mundiais de investigação e formação.

    Os principais métodos de acção do PHI, que é um programa de longo prazo executado em fases de 6 anos, têm sido grupos de trabalho, simpósios, seminários, publicações e projectos extra-orçamentais, os últimos especialmente através dos Regional Offices da UNESCO.

 

    A 1ª fase, o PHI-I, decorreu de 1975 a 1980. Manteve a orientação para a investigação que caracterizou a Década Hidrológica Internacional.

    O PHI-II teve uma duração mais curta: 1981-1983, isto para permitir ao Programa harmonizar o seu calendário com o dos Planos de Médio Prazo da UNESCO.

    Em resposta às preocupações dos Estados-membros, o PHI passou a incluir aspectos práticos da hidrologia e recursos hídricos. Assim, o PHI-II e o PHI-III, este de 1984 a 1989, foram planeados sob o tema Hidrologia e as Bases Científicas para a Gestão Racional dos Recursos Hídricos.

    O PHI-IV (1990-1995) teve como tema: A Hidrologia e o Desenvolvimentos Sustentado dos Recursos Hídricos num Ambiente em Mudança.

    O PHI-V (1996-2001) é dedicado ao tema Hidrologia e Desenvolvimento dos Recursos Hídricos num Ambiente Vulnerável.

    No desenvolvimento das suas várias fases, o PHI sofreu uma profunda transformação, de uma disciplina para um programa multidisciplinar. Recentemente, com a presença crescente da componente das ciências sociais, o PHI tornou-se um verdadeiro programa inter-disciplinar, no reconhecimento de que a solução dos problemas mundiais da água não é apenas uma questão técnica.

    A próxima fase do PHI, o PHI-VI, que decorrerá de 2002 a 2007, está planeada para ser dedicada a Interacções da Água: Sistemas em Risco e Desafios Sociais.

 

Estrutura

    O PHI funciona com um Conselho Intergovernamental e Comités Nacionais.

    Os Comités Nacionais foram criados pelos Governos dos Estados-membros respectivos, tendo em conta que o PHI é um programa intergovernamental. Onde não há Comités Nacionais, foi identificado um interlocutor, que pode ser uma organização ou um indivíduo, para canalizar a informação do PHI de e para o seu país.

    A composição dos Comités Nacionais pode variar de país para país, mas o Conselho do PHI recomenda a inclusão de organismos públicos de hidrologia e recursos hídricos, privados, departamentos universitários relevantes, institutos de investigação, agências de consultadoria, sociedades profissionais e de estudos.

    Os Comités Nacionais desempenham um papel importante na implementação do PHI e devem apresentar relatórios escritos das suas actividades.

    O Conselho Intergovernamental do PHI é um órgão subsidiário da Conferência Geral da UNESCO. Os seus Estatutos foram aprovados pela Conferência Geral na sua 18ª sessão e alterados pela última vez na 28ª sessão. Por outro lado, o Conselho adoptou o seu próprio Regulamento interno.

    O Conselho é responsável pela planificação, definição de prioridades e supervisão da execução do PHI. É composto por 36 Estados-membros da UNESCO eleitos pela Conferência Geral para mandatos de 4 anos, reelegíveis por mais 4. O Conselho reúne ordinariamente de 2 em 2 anos.

    O Bureau do Conselho Intergovernamental do PHI, composto por um Presidente, 4 Vice-Presidentes e o anterior Presidente, coordena o trabalho entre as sessões.

    Os Regional Offices da UNESCO são responsáveis pela implementação do PHI a nível regional. Existem Postos Hidrológicos Regionais no Cairo (para os Estados Árabes), em Jacarta (para a Ásia do Sudeste e Pacífico), em Montevideu (para a América Latina e Caraíbas), em Nairobi (para África) e em Veneza (para a Europa). Está ainda a decorrer o processo de recrutamento de um hidrologista Regional para a Ásia Central e do Sul, que funcionará no Regional Office de Nova Delhi.

    A UNESCO assegura o Secretariado do Conselho Intergovernamental do PHI através da Divisão das Ciências da Água, com 10 profissionais na sede da UNESCO, em Paris. 

 

Para mais informações sobre o PHI, consulte: www.unesco.org/water/ihp

 

    Portugal tem um Comité Nacional do PHI, a que preside actualmente o Engº Manuel Augusto Lacerda, Vice-Presidente do Instituto da Água.

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Programa MAB - O Homem e a Biosfera

 

    O Programa MAB (Man and Biosphere, O Homem e a Biosfera), criado em 1971, desenvolve as bases, dentro das ciências naturais e sociais, para a utilização sustentada e a conservação da biodiversidade e para o melhoramento das relações entre as pessoas e o seu ambiente.

    O Programa MAB encoraja a investigação interdisciplinar e a formação na gestão dos recursos naturais. O MAB contribui assim não só para a melhor compreensão do ambiente, incluindo a mudança global, mas também para o maior envolvimento da ciência e dos cientistas nas políticas de desenvolvimento relativas à utilização apropriada da biodiversidade.

    Nas próximas décadas, o MAB centrar-se-á em novas abordagens para potenciar o desenvolvimento sustentado, promovendo a conservação e a utilização apropriada da biodiversidade. O MAB promove a investigação científica e recolha de informação, bem como a ligação com o conhecimento tradicional sobre a utilização dos recursos. Deve servir para ajudar a implementar a Agenda 21 e Convenções Relacionadas, em particular a Convenção sobre Biodiversidade.

 

Estrutura

A estrutura intergovernamental dá ao MAB o potencial para ajudar os Governos nacionais a apoiar o planeamento e a implementação dos programas de investigação e formação. Esta associação centra-se nas necessidades mais urgentes dos países, tal como definido pelas suas próprias comunidades científicas e decisores.

 

Comités Nacionais

    O MAB opera através de 144 Comités Nacionais estabelecidos entre os Estados-membros da UNESCO. Há ainda um Comité MAB nos Estados Unidos da América

    O órgão governativo da MAB, o Conselho Coordenador Internacional, é composto por 34 Estados-membros eleitos pela Conferência Geral da UNESCO para um mandato de 4 anos, podendo ser reeleitos, e reúne ordinariamente de 2 em 2 anos. Às reuniões do Conselho assistem ainda, como observadores, representantes dos Estados não membros, de outras agências das Nações Unidas e organizações não governamentais (ONG).

    O Conselho Coordenador do MAB tem como funções:
guiar e supervisionar o programa MAB; rever os progresso feitos na implementação do Programa (relatórios do Secretariado e relatórios dos Comités Nacionais); recomendar projectos de investigação aos países e fazer propostas sobre a organização de cooperação regional e internacional; estabelecer prioridades entre projectos e actividades do MAB; coordenar a cooperação internacional dos Estados-membros participantes no programa MAB; coordenar actividades com outros programas científicos internacionais; consultar-se com organizações não governamentais internacionais sobre questões científicas ou técnicas.

    Portugal tem actualmente assento no Conselho Coordenador do MAB, terminando o seu mandato em 2003. 

    O órgão que actua entre sessões é o Bureau, cujos membros são eleitos pelo Conselho Coordenador. É composto por um Presidente e 5 Vice-presidentes, um dos quais exerce as funções de relator.

O Secretariado do MAB é assegurado pela Divisão das Ciências ecológicas da UNESCO.

    As actividades relacionadas com o MAB são financiadas nacionalmente. O MAB é financiado pelo orçamento regular da UNESCO, por fundos-em-depósito disponibilizados pelos Estados-membros e fundos extra-orçamentais provenientes de fora da Organização. O MAB procura cada vez mais os seus fundos fora do orçamento regular.

 

Principais Áreas de Investigação e Desenvolvimento

As reservas de biosfera são áreas de ecossistemas terrestres e costeiros promovendo soluções para reconciliar a conservação da biodiversidade com a utilização sustentada. São reconhecidas internacionalmente, indicadas pelos Governos nacionais e permanecem sob a jurisdição dos Estados nos quais se localizam.

A rede tem, desde 10 de Julho de 2003, 440 reservas de biosfera em 97 países.

Portugal tem uma reserva de biosfera, o Paúl do Boquilobo.

Para consultar a Lista das Reservas de Biosfera, clique aqui:

www.unesco.org/mab/brlist.htm

 

Para mais informações sobre o Programa MAB, consulte: www.unesco.org/mab

 

    Portugal tem um Comité Nacional do Programa MAB, cujo contacto é:

 

    Comité Português do Programa MAB

    A/C Gabinete de Relações Internacionais do

    Ministério das Cidades, do Ambiente e do Ordenamento do Território

    R. do Século, nº 51

    1200 - 433 Lisboa

Telefone: 21 323 1500

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Comissão Oceanográfica Intergovernamental

    A Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) foi criada em 1960.

    Subjacente à sua criação está a noção de que os oceanos influenciam de modo muito significativo todas as mudanças ambientais globais e o desenvolvimento sustentado. É essencial prever as condições oceânicas globais e regionais e a interacção com a atmosfera, a biosfera e a terra. O nosso conhecimento do processo decisivo é ainda demasiado limitado para nos permitir prever com precisão o comportamento do oceano e o impacto no ambiente.

    É necessário expandir o nosso conhecimento e melhorar as nossas capacidades através do empenho na investigação oceanográfica, observações sistemáticas do oceano, desenvolvimento tecnológico e formação. 

A Comissão Oceanográfica Internacional dá particular atenção a quatro grandes temas:

Estrutura

    A COI, composta por Estados-membros, dispõe de uma Assembleia, um Conselho Executivo e um Secretariado. Tem também um conjunto de órgãos subsidiários.

 

    Portugal está representado no Conselho Executivo da COI, através do Prof. Doutor Mário Ruivo, que é simultaneamente Presidente do Comité Português para a COI.

 

 

Mais informações em www.unesco.org/ioc

 

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Programa Internacional de Correlação Geológica

 

    O Programa Internacional de Correlação Geológica (PICG), da UNESCO e da União Internacional das Ciências Geológicas, foi criado em 1972 para facilitar a cooperação entre cientistas, aproximar os cientistas de todo o mundo e facilitar a interacção, particularmente Norte-Sul, através de investigação conjunta, reuniões e seminários internacionais.

    É um programa interdisciplinar, que cobre diversas áreas das ciências da terra.

    O PIGC opera actualmente em cerca de 150 países.

 

Mais informações em www.unesco.org/science/earthsciences/igcp/index.htm

 

 

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Ciências Sociais

 

 

Programa MOST

 

    Criado em 1994, o Programa MOST (Management Of Social Transformations), Gestão das Transformações Sociais, promove investigação internacional comparativa sobre as principais transformações sociais.

    Os objectivos a longo prazo do Programa são:

    O objectivo imediato do programa é divulgar descobertas e dados pertinentes às instâncias de decisão.

 

Principais áreas de investigação

 

Questões transversais

 

 

Mais informações em www.unesco.org/most.

 

 

        O Comité Português do Programa MOST é presidido pelo Prof. Doutor Nelson Lourenço, da Universidade Nova de Lisboa.

 

 

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Comité Internacional de Bioética

    O Comité Internacional de Bioética (CIB) foi criado pela UNESCO em 1993 para responder às principais questões levantadas pelos progressos das ciências da vida, em particular a genética e a biotecnologia. É o único organismo internacional no campo da bioética e é o único órgão consultivo no sistema das Nações Unidas envolvido na reflexão sobre a investigação nas áreas da biologia e da genética e as suas aplicações.

    O Comité elaborou o texto da Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos, adoptada pela Conferência Geral da UNESCO em 1997. Essa Declaração é a pedra de toque da acção da UNESCO no campo da bioética.

    O Comité é constituído por 36 membros, com mandatos de 4 anos. Portugal está representado neste Comité, onde tem assento, de 2002 a 2005, a Prof. Doutora Heloísa Gonçalves dos Santos, médica do Serviço de Genética do Hospital de Santa Maria. Os membros do Comité são escolhidos pelo Director-Geral da UNESCO, de entre personalidades de reconhecida competência na área, e exercem o mandato a título pessoal.

    De acordo com os seus estatutos, o Comité  promove "a reflexão sobre as questões éticas e legais levantadas pela investigação nas ciências da vida e as suas aplicações" e encoraja "a troca de ideias e informação, em particular através da educação" e a "acção para intensificar a consciencialização entre o público, os grupos especializados e os decisores públicos e privados na área da bioética".

    Ainda segundo os seus estatutos e no quadro do seguimento da Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos, o CIB deverá contribuir "para a difusão dos princípios postulados na Declaração e para o exame adicional de questões levantadas pela sua aplicação e pela evolução das tecnologias em causa", fazer recomendações "em concordância com os procedimentos estatutários da UNESCO, dirigidas à Conferência Geral, e dar conselhos relativos ao seguimento da Declaração" e identificar "práticas que possam ser contrárias à dignidade humana".

    Para além do CIB, que tem um papel consultivo e é constituído por especialistas, a UNESCO criou o Conselho Integovernamental de Bioética (CIGB), que se ocupa das questões políticas e jurídicas e tem a incumbência de redigir o texto da Convenção a propor à Conferência Geral. O CIGB é composto por representantes dos Estados-membros, eleitos pela Conferência Geral da UNESCO.

 

Para mais informações sobre a acção da UNESCO no domínio da Bioética, clique aqui.

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Comissão Mundial para a Ética do Conhecimento Científico e Tecnológico

    A Comissão Mundial para a Ética do Conhecimento Científico e Tecnológico ( COMEST) tem 4 sub-comissões:

    Ética do espaço:

    O principal objectivo é ter em mente o lugar do ser humano e responder às ansiedades da opinião pública através de uma abordagem objectiva, independente e transparente, que evite todas as conotações emocionais.

    Sociedade de informação

    O desenvolvimento de uma sociedade de informação tem consideráveis implicações educacionais, científicas e culturais, nomeadamente decorrentes do impacto das imagens na palavra escrita.

    Ética da água potável

    O uso de recursos em água potável apresenta numerosos problemas, cuja solução requer reflexão ética. A questão dos recursos renováveis é uma das mais sérias.

      Ética da energia

    A produção e consumo de energia coloca grandes problemas, cuja solução requer uma reflexão ética, seja em conexão com a gestão ou com a antecipação de problemas.

Para mais informações sobre a COMEST, consulte:

http://portal.unesco.org/shs/en/ev.php@URL_ID=1373&URL_DO=DO_TOPIC&URL_SECTION=201.html

 

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EDUCAÇÃO

 

Comité Intergovernamental para a Educação Física e o Desporto

    O Comité Intergovernamental para a Educação Física e o Desporto (CIGEPS), que dispõe de um Bureau e de um Conselho Consultivo Permanente, tem promovido Encontros Internacionais de Ministros e Altos Funcionários Responsáveis pela Educação Física e o Desporto.

    O CIGEPS tem actualmente 5 grupos de trabalho:

 

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Educação para Todos

    O Movimento Educação Para Todos nasceu em 1990, na sequência de uma Conferência Mundial realizada em Jomtien,  na Tailândia, tendo como objectivos proporcionar educação básica a todas as crianças e reduzir drasticamente o analfabetismo entre adultos até ao final da década.

    Os objectivos foram parcialmente atingidos:

    Mais 10 milhões de crianças frequentaram a escola, em cada ano, durante a década.

    A taxa de alfabetização de adultos aumentou para 85% entre os homens e 74% entre as mulheres.

    O Fórum Mundial da Educação que decorreu em Dacar, no Senegal, em Abril de 2000, reafirmou o empenhamento na Educação Para Todos e propôs 2015 como a data para que todas as crianças tenham acesso a educação básica gratuita e de boa qualidade, entre outros objectivos.

Mais informações em www.unesco.org/education/efa/index.shtml

 

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INSTITUTOS DA UNESCO NO DOMÍNIO DA EDUCAÇÃO

      Bureau Internacional de Educação (BIE)

        É anterior à criação da UNESCO, na qual foi integrado. É o centro da UNESCO responsável pelos conteúdos da Educação.

        O BIE tem sede em Genebra e é dirigido por um Conselho composto por 28 membros. Portugal tem assento no Conselho, tendo sido eleito na 31ª sessão da Conferência Geral da UNESCO, que decorreu de 15 de Outubro a 3 de Novembro deste ano. A representante portuguesa é a Prof. Doutora Ana Benavente, ex-Secretária de Estado da Educação.

 

           Outros organismos internacionais no domínio da Educação:

            Instituto Internacional de Planificação da Educação (IIPE);

            Instituto UNESCO de Educação;

            Instituto para aplicação das Tecnologias da Informação à Educação (ITIE).

 

            Para além destes, existem organismos regionais.

 

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CULTURA

Comité Intergovernamental do Património Mundial

    Criado na sequência da adopção pela UNESCO da Convenção para a Protecção do Património Mundial, é o organismo responsável pela inscrição de bens na Lista do Património Mundial, Cultural e Natural da UNESCO.

    Portugal tem assento no Comité do Património Mundial, sendo seu representante o Prof. Doutor José-Augusto França.

    Mais informações em http://whc.unesco.org.

 

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Comité Intergovernamental para a Promoção do retorno dos Bens Culturais ao seu país de origem ou a sua restituição em caso de apropriação ilegal

    A UNESCO adoptou em 1970 a Convenção relativa às Medidas a adoptar para Proibir e Impedir a Importação, a Exportação e o Transferência Ilícitas da Propriedade de Bens Culturais , com o objectivo de lutar contra a pilhagem e o tráfico desses bens. A Convenção conta hoje com 92 Estados-parte. A UNESCO fixou como objectivo elevar esse número para 100 antes do final do Ano Internacional das Nações Unidas para o Património Cultural. Vários Estados chave no mercado internacional da arte, como a Suíça, o Reino Unido, o Japão ou a Bélgica, preparam-se para ratificar a Convenção. A UNESCO desempenhou por outro lado um papel motor na adopção em 1995 da Convenção UNIDROIT sobre os bens culturais roubados ou ilicitamente exportados, que visa a harmonização do direito privado nos seus Estados-parte, hoje em número de 15.

    O Comité Intergovernamental criado para esse efeito tem-se debruçado sobre dois casos de grande relevo neste domínio: o dos mármores do Parténon, cuja restituição é pedida pela Grécia ao Reino Unido, e o da esfinge de Bogazkoy, cuja restituição a Turquia solicitou à Alemanha.

 

Para mais informações, consultar: www.unesco.org/culture/legalprotection/committe/html_eng/index_en.shtml.

 

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Comité Intergovernamental do Direito de Autor

    A Convenção Universal sobre Direito de Autor, revista em Paris em 24 de Julho de 1971, criou o Comité Intergovernamental do Direito de Autor, com as seguintes atribuições:

  1. Estudo dos problemas relativos à aplicação e funcionamento da Convenção Universal;
  2. Preparação das revisões periódicas desta Convenção;
  3. Estudo de qualquer outro problema relativo à protecção internacional dos direitos de autor, em colaboração com os diversos organismos internacionais interessados, especialmente com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, a União Internacional para a Protecção das Obras Literárias e Artísticas e a Organização dos Estados Americanos;
  4. Informação aos Estados Partes da Convenção Universal dos seus trabalhos.

(Artigo XI, nº 1, da Convenção Universal sobre Direito de Autor, revista em Paris em 24 de Julho de 1971)

    Portugal está representado neste Comité, onde tem assento o Dr. Nuno Gonçalves, Director do Gabinete do Direito de Autor do Ministério da Cultura.

Para mais informações sobre o Comité Intergovernamental do Direito de Autor, consultar: www.unesco.org/culture/copyright

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Comité do Projecto "Rota do Escravo"

O projecto "Rota do Escravo é um projecto intercultural da UNESCO.

O tráfico negreiro transatlântico, factor determinante da economia mundial no século XVIII foi o maior movimento organizado de deportação da História.

O projecto "Rota do Escravo", lançado pela UNESCO em 1994, tem por objectivos, por um lado, o estudo e o conhecimento das causas profundas da e das modalidades do tráfico negreiro, e por outro lado, a identificação e estudo das interacções que o tráfico gerou nas Américas, nas Antilhas e no Índico.

Visa a verdade histórica, a paz, o desenvolvimento, os direitos humanos, a memória e o diálogo intercultural.

O desafio lançado à comunidade internacional por este projecto, numa abordagem científica, é o de ligar a verdade histórica sobre uma tragédia oculta ao estudo do diálogo intercultural nascido do encontro forçado entre milhões de africanos, de ameríndios e de europeus nas Américas e nas Antilhas, assim como nas áreas esquecidas da escravatura: no Mediterrâneo e no Oceano Índico.

Em última análise, o projecto "Rota do Escravo" é um regresso ao futuro. A investigação científica e o questionamento ético do passado do tráfico e da escravatura visam esclarecer a evolução das sociedades em questão, para a construção de um verdadeiro pluralismo que não seja somente a constatação da diversidade mas também o reconhecimento, a promoção, o respeito pela diversidade e portanto a tomada em conta das interacções geradas pela história, a geografia e a cultura.

Mais informações em: www.unesco.org/culture/dialogue/slave/

Existe um Comité Português para o projecto "Rota do Escravo", que é presidido pela Prof. Doutora Isabel de Castro Henriques, do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

 

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COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO

 

Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação 

    Criado em 1980, o Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (PIDC) dedica-se a reforçar os meios de comunicação em países em desenvolvimento, a prover assistência ao desenvolvimento de recursos técnicos e humanos e a promover a transferência de tecnologias.

    A acção do PIDC é coordenada pelo seu Conselho Intergovernamental, composto por 39 membros eleitos pela Conferência Geral da UNESCO. Portugal foi eleito para o Conselho do PIDC na 31ª sessão da Conferência Geral da UNESCO; que decorreu de 15 de Outubro a 3 de Novembro de 2001. O representante português é o Prof. Doutor Rui Cádima, que é também membro do Bureau, cargo para o qual foi eleito por unanimidade na sessão do Conselho Intergovernamental, que decorreu de 31 de Março de 2004 a 2 de Abril de 2004.

    O Programa patrocina e financia projectos propostos pelos Estados-membros. Os projectos são formalizados em formulário próprio e apresentados ao Secretariado do PIDC. Podem ser apresentados pelas Comissões Nacionais da UNESCO ou por ONG internacionais mantendo relações formais com a UNESCO. Cabe ao Bureau do PIDC apreciar, seleccionar e aprovar os projectos.

Para mais informações sobre o PIDC, clique aqui.

 

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Programa Informação Para Todos

    O Programa Informação Para Todos existe oficialmente desde Janeiro de 2001 e resulta da fusão de dois anteriores programas da UNESCO: o Programa Geral de Informação e o Programa Intergovernamental de Informática.

    O Programa Informação Para Todos tem como prioridade o tema transversal da UNESCO: Contribuição das tecnologias da informação e da comunicação para o desenvolvimento da educação, ciência e cultura.

    O Conselho Intergovernamental do Programa Informação para Todos é composto por 24 membros, representantes dos Estados-membros eleitos em Conferência Geral, e reúne anualmente. A primeira sessão do Conselho decorreu de 15 a 17 de Abril de 2002 e, entre outras questões, analisou o projecto de Recomendação sobre o Multilinguismo e o Acesso Universal ao Ciberespaço, que continuará em debate em vários órgãos da UNESCO e poderá ser proposto para adopção na próxima Conferência Geral.

Para mais informações, clique aqui.

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Programa Memória do Mundo

    É um programa vocacionado para a identificação e preservação de documentos de grande valor histórico.

    Da lista de documentos registados ao abrigo do programa Memória do Mundo constam, entre outros, a partitura original da 9ª sinfonia de Beethoven e a Bíblia de Gutenberg, ambos conservados em arquivos alemães.

Mais informações sobre o Programa, bem como a Lista de documentos registados, encontram-se disponíveis em:  www.unesco.org/webworld/mdm/index.html

 

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